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Cientistas desenvolvem tecnologia capaz de ler mentes

Por Engenharia é

Publicado em 12 de julho de 2017
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A leitura da mente é um dos poderes mais populares na ficção científica e é uma habilidade que muitas pessoas desejam. Se tivéssemos a capacidade de saber o que os outros realmente pensam, teríamos muitas vantagens, tanto no campo profissional quanto pessoal.

Nos últimos anos, cientistas vem pesquisando métodos para tentar descobrir pensamentos humanos através de interfaces cérebro-computador e fizeram avanços notáveis ​​na gravação e interpretação de ondas cerebrais em uma primeira aproximação para aprender certos padrões que permitem ler a mente.

No entanto, além de tudo isso, as redes neurais continuam a provar sua utilidade no nosso dia a dia, e o que as empresas de tecnologia chamaram de inteligência artificial continua a nos surpreender com suas aplicações na vida cotidiana.

Os pesquisadores de Carnegie Mellon University (EUA) desenvolveram uma inteligência artificial mais complexa. Este novo sistema está trazendo os algoritmos de rede neural a um novo nível: lendo uma mente humana, de acordo com um estudo publicado esta semana pela equipe de pesquisadores.

A equipe realizou um trabalho de engenharia dos sinais enviados pelo cérebro para que uma dessas inteligências artificiais possa ler pensamentos complexos, simplesmente olhando uma ressonância magnética do cérebro humano.

Eles conseguiram isso através da coleta de informações de uma máquina de imagem de ressonância magnética funcional. Esta informação é apresentada aos algoritmos de aprendizado da máquina, que detectam os padrões de ativação do cérebro e a forma como eles ativam ao criar pensamentos complexos.

Através deste estudo, a equipe de desenvolvedores foi capaz de demonstrar quais regiões do cérebro foram ativadas e como elas o fizeram ao processar 240 eventos complexos que variam de pessoas a lugares e até mesmo ações físicas e interações sociais.

Compreender esses gatilhos permitiu que o algoritmo usasse essas ressonâncias magnéticas para prever o que o cérebro do paciente estava pensando naquele momento, chegando a conectar os pensamentos individuais a uma frase coerente.

O estudo demonstrou que o algoritmo tem a capacidade de prever os pensamentos verdadeiros e corretos dos pacientes através da análise de sua ressonância magnética, com um grau de certeza de 87%.

“O cérebro humano funciona combinando conceitos individuais em pensamentos complexos. Por exemplo, “ele não pensa apenas em” frutas “, mas, “gosto de comer frutas à noite com minha família “, explica Marcel, o líder do trabalho, que acrescentou que, pela primeira vez, foi possível decodificar pensamentos que contêm vários desses conceitos.

 

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