Visão da Secretaria Nacional de Bioeconomia em Entrevista à CNN Brasil Reforça Conclusões do Estudo do Instituto de Engenharia

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Em recente entrevista à CNN Brasil, a Secretária Nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, apresentou um panorama abrangente sobre o potencial e os desafios da bioeconomia no Brasil, delineando as ações governamentais em curso, como a Estratégia Nacional e o futuro Plano Nacional de Desenvolvimento. A visão exposta pela Secretária demonstra uma forte sinergia com as análises e recomendações presentes no estudo “Uma Base de Conhecimento para a Estratégia Nacional de Bioeconomias“, recentemente publicado pelo Grupo de Trabalho (GT) de Bioeconomia Nacional do Instituto de Engenharia (IE).

A Secretária destacou, com clareza, a necessidade de uma abordagem regionalizada, que reconheça as vocações dos diversos biomas brasileiros, e a importância central da “sociobioeconomia” – a economia que floresce a partir do conhecimento e do trabalho de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. Essa perspectiva está em total consonância com a “tríplice preocupação” ressaltada no estudo do IE: a luta contra a pobreza e desigualdades, a valorização dos conhecimentos tradicionais e a proteção e regeneração dos ecossistemas. Ambos os discursos convergem na compreensão de que o valor da “floresta em pé” transcende a exploração madeireira, abrindo caminho para cadeias produtivas de alto valor agregado que beneficiam diretamente as populações locais e conservam a biodiversidade.

Um ponto de destaque na fala da Secretária, e que encontra eco profundo nas análises do IE, é a necessidade premente de agregar valor e tecnologia aos produtos da biodiversidade. Ela mencionou os desafios logísticos e a importância de soluções como o processamento local (“microusinas”) e tecnologias para aumentar a durabilidade dos produtos. O estudo do IE aprofunda essa questão, detalhando o papel fundamental da Engenharia nesse processo: desde a pesquisa e desenvolvimento (PD&I) de tecnologias sustentáveis e o escalonamento industrial, até a concepção de infraestruturas adequadas (transporte multimodal, energia, conectividade) e a formação de capital humano qualificado. A “engenharia por trás de apoio”, citada pela Secretária, é justamente o campo onde o Instituto de Engenharia e seus profissionais podem oferecer contribuições decisivas.

Tanto a entrevista quanto o estudo do IE reconhecem os desafios inerentes à consolidação da bioeconomia, incluindo a necessidade de modelos de financiamento inovadores (como Pagamentos por Serviços Ambientais e fundos específicos, detalhados no estudo), um arcabouço regulatório claro e uma governança participativa e eficaz. A Secretária mencionou a elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia como próximo passo crucial, e o estudo do IE oferece subsídios técnicos robustos para sua construção, incluindo propostas de objetivos estratégicos, análise de riscos e oportunidades, e a sugestão de instituições como o “Sebrae da Floresta” para capacitação focada na sociobiodiversidade amazônica.

O Instituto de Engenharia, através de seu Presidente José Eduardo Frascá Poyares Jardim, parabenizou formalmente a Secretária pela clareza e profundidade de sua comunicação. A convergência entre a visão governamental e a análise técnica do IE reforça a convicção de que o Brasil possui as condições para se tornar uma potência mundial em bioeconomia, desde que sejam mobilizadas as capacidades corretas, com forte investimento em conhecimento, inovação e infraestrutura, e com a engenharia atuando como pilar estratégico.

O Instituto de Engenharia reafirma seu compromisso em contribuir para a formulação e implementação de políticas públicas robustas para o setor, colocando à disposição da sociedade o conhecimento gerado por seu GT.

Assista o trecho da entrevista da Secretária Nacional de Bioeconomia na CNN Brasil:

Acesse o estudo completo “Uma Base de Conhecimento para a Estratégia Nacional de Bioeconomias”: https://www.institutodeengenharia.org.br/site/uma-base-de-conhecimento-para-a-estrategia-nacional-de-bioeconomias/